sábado, 9 de novembro de 2013

LAMENTOS DA CIDADE


LAMENTOS DA CIDADE
(Dedicado a Dr. Romão Sá e Dr. Severino Sá – in-memoriam)

Apagaram-se as luzes
Ofuscaram meus brilhos
Mas, cadê os amantes?
Onde estão os meus filhos?
Aonde irão minhas ruas?
Que andam fora dos trilhos...

Mas, cadê os caudilhos
Os malditos, ditos de amores?
E as promessas nas praças
De mil dias de cores?
Os jardins de abandonos
Já mataram as flores...

Mas, cadê meus Senhores?
Meus brancos serviçais...
Hoje matam meus sonhos
E amanhã nem sinais
É que os grandes Doutores
Já estão nos vitrais...


Salgueiro/PE, 09.11.2013
Hélio Ferreira de Lima

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

AMOR DO ÓDIO DO REI...

AMOR DO ÓDIO DO REI
(Ao doutorzinho)


Eu bem digo pois eu sei
Ninguém estará imune
Que esse amor levado ao pódio
Com o ódio do rei desune
E se alguém afronta o rei
Toma o ópio do opus dei
Mas não ficará impune

Petrolina/PE, 21/08/2013
Hélio Ferreira

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A ARTE DOS HOMENS ou A MORTE DE DEUS

Quando andares em qualquer parte
E vires somente à arte de homens animais
Quando em tudo e em todos não vires à paz
Quando desprezarem a nobreza da arte

Quando a terra quedar-te pesada demais
Quando espaçonaves quiserem carregar-te
Numa distante viagem de morte ou de marte
Com a tripulação de deuses mortais

Com poderes terráqueos e planos mundanos
Com terríveis senhores, destruidores ateus
Acenando pra terra o seu último adeus

Vão deixando pra trás lixos de luxos e enganos
Vão deixando na terra alguns trapos humanos
Pra destruir no espaço mais arte de Deus

Araripina/PE, 25/04/2013
Hélio Ferreira

sexta-feira, 15 de março de 2013

REFÚGIO

(Dedicado a Marcelo, Humberto, Ana Maria, José Diniz, Glauco Júnior e Luiz Filho)

Ainda que o amor não traga ensombros
Ainda que a bondade não possa vencer
Ainda que a justiça teime em se perder
Deixando a verdade escondida em escombros

Ainda que as sombras do mal do poder
Nos cause temores, arrepios e assombros
Ainda que o mundo caia nos meus ombros
Ainda que o mal queira prevalecer

Ainda que o fim mostre os seus sinais
Ainda que o mundo de homens-animais
Nos traga tristezas ou qualquer coisa ruim

No recôndito da alma procurando a paz
Eu encontro Deus e Ele planta um jardim
Um refúgio pra alma, cá dentro de mim...

Araripina/PE, 15/03/2013

Hélio Ferreira